Ao ouvir a música mais popular das Frenéticas, “Abra suas asas”, o corpo responde imediatamente, os braços são elevados, a mente voa, um filme passa em nossas mentes, um sorriso largo se abre em nossos rostos, uma sensação de juventude toma conta de nós….quantas lembranças.

Seja lá onde estivermos, vira uma festa. Hoje em dia, é parte integrante do final de festa de casamentos, aniversários, confraternizações.

Mas como foi a trajetória dessas intrépidas guerreiras que até hoje tanto nos encanta e nos alegra? Nelson Motta, produtor musical, em agosto de 1976, inaugurou, no Rio de Janeiro, a discoteca Frenetic Dancing Days, tornando-se rapidamente a febre da noite carioca.

Havia uma enorme pista e poças mesas, as quais eram servidas por garçonetes vestidas de malhas colantes, saltos altos e maquiagem carregada. Elas faziam o atendimento das mesas, mas num dado momento, paravam tudo, subiam ao palco e cantavam de três a quatro músicas, depois desciam e voltavam ao atendimento das mesas.

Assim, Sandra Pêra, Regina Chaves, Leiloca, Lidoka, Dhu Moraes e Edyr de Castro, passam a ser chamadas de Frenéticas. Mediante tamanho sucesso, os frequentadores exigiam mais e mais canções.

O show era extasiante. Com o tempo, atendendo aos pedidos, o show passou a ter mais de uma hora, consequentemente deixaram de servir as mesas.

O humor picante, o erotismo nas roupas e nas letras das músicas, o ritmo contagiante somados a uma performance esfuziante conquistou definitivamente ao público.

Quando a Frenetic Dancin Days fechou, elas passaram a apresentar o show no Teatro Rival, atraindo um público eclético que vibrava com os gemidos e gritinhos histéricos produzidos por elas ao cantar ‘Perigosa’, ficando assim, a marca registrada das Frenéticas. Daí para o mundo foi um passo.

Em 1978, o Clube de Campo de Mogi das Cruzes promoveu um show delas. A cidade enlouqueceu, todos compareceram….exceto elas.