O Brasil ainda marcado pela ditadura. Nota baixa na escola era assunto muito sério, com punições severas. Uma válvula de escape era necessária: bailinhos de fundo de quintal (saudosos da Rua Margarida, no Mogilar), bailes com bandas em clubes e as discotecas. Ah, as discotecas! Época em que o astral e a alegria eram o principal da festa.

Em New York, Studio 54, em São Paulo, Papagaio Disco Club e Banana Power e em Mogi das Cruzes, no dia 14 de dezembro, inaugura a Kanguru Discoteque.

Marquinho Schartzmannn, Nelson Muniz(que transferiu sua veia empreendedora ao filho Nelsinho Muniz) e Fernando Siqueira comandavam a casa. Jairo, Aristeu e o saudoso Rui comandavam a pista e a trilha sonora da vida da gente, assessorados por Geraldinho e Ronaldo. Marquinho Secomandi cuidava do gelo seco.

Marquinho-Nelson-Tina

Havia também um grupo, comandado por Janoelzinho, que gravavam, em super 8, os  embalos de sábado à noite dentro da Kanguru.

 O ano 1978. Novela da vez Dancin’ Days com a apresentação dos novos hits, os  passinhos, ditando as roupas da moda, o glamour da aparição em colunas sociais.

Você, assim como eu, tem saudade dos seus 18 anos? A vida era uma festa, dançar até  amanhecer, estar com os amigos depois de ter mentido aos pais aonde ia e com quem  ia? Algumas vezes, até pular a janela e fugir? Pura aventura!

 

 

Final de semana Claudiu’s(ficava ao lado do antigo Amarelinho) e depois Kanguru Discoteque(onde hoje é o estacionamento do Banco Santander).

Carro, artigo de luxo. A coisa era na sola mesmo. Não importava o endereço de cada um, pé ante pé, íamos em grupos ao Claudiu’s, depois descíamos em caravana ao centro da cidade. Ao chegar à porta da discoteca, era preciso ‘transar’ acompanhante, pois só podia entrar casal, não havia convite individual.

Ao entrar, era como se fôssemos transportados a um mundo mágico: as luzes, a pista colorida, o gelo seco, o hi-fi, a cuba libre, a música que tomava conta da mente e do corpo, dançávamos até amanhecer.